Avaliação Externa

Avaliação Externa

A Universidade de Brasília (UnB) é constantemente avaliada por diferentes instâncias externas, que analisam seu desempenho acadêmico, administrativo e financeiro. Essas avaliações são fundamentais para garantir a qualidade do ensino, da pesquisa e da gestão universitária, além de influenciar a posição da instituição em rankings nacionais e internacionais. As avaliações externas são estratégicas para a universidade, pois permitem identificar pontos fortes e áreas de melhoria, contribuindo para o aprimoramento contínuo da instituição.

Para facilitar o entendimento, abaixo você encontrará um menu interativo com as categorias Graduação, Pós-Graduação e Outros, onde explicamos os principais tipos de avaliação que a UnB enfrenta em cada uma dessas áreas.

Graduação

Conjunto de indicadores e avaliações nacionais que medem a qualidade dos cursos de graduação, o desempenho dos estudantes e os resultados institucionais.

Pós-Graduação

Processo de avaliação conduzido pela CAPES que analisa, periodicamente, a qualidade acadêmica, a produção científica e o impacto dos programas de pós-graduação.

Outros

Mecanismos externos de controle, governança e posicionamento institucional que avaliam desempenho, transparência e reconhecimento da universidade em âmbito nacional e internacional.

Graduação

O Índice Geral de Cursos, IGC¹, constitui uma média ponderada, a partir da distribuição dos estudantes nos diferentes níveis de ensino, que envolve as notas contínuas de CPC dos cursos de graduação e os conceitos Capes dos cursos de programas de pós-graduação stricto sensu das IES. A metodologia de mensuração do índice é instituída em uma escala de cinco pontos (1-5) e sempre faz referência ao último triênio do ciclo avaliativo do Sinaes.

O indicador utiliza o CPC no ano do cálculo e nos dois anos anteriores. Seus componentes podem ser agrupados em quatro dimensões: desempenho dos estudantes, valor agregado pelo processo formativo oferecido pelo curso, corpo docente e condições oferecidas para o desenvolvimento do processo formativo.

Em 02 de abril de 2024, foram divulgados os Indicadores atualizados de Qualidade da Educação Superior relativos ao ano de 2022 (CPC e IGC). A UnB aumentou marginalmente seu resultado no IGC contínuo em relação ao ano anterior, mantendo-se na faixa 5 no IGC. Em 2020, em decorrência da pandemia, não houve avaliação do IGC, o que impossibilitou a divulgação dos indicadores. 

Os indicadores de qualidade da instituição (IGC, CI) e dos cursos (ENADE, CPC e CC) subsidiam a matriz orçamentária² e fazem parte de sua comunicação com a sociedade. Dada sua importância, esses indicadores acadêmicos constituem-se insumos essenciais na nova proposta de distribuição dos recursos da matriz orçamentária às unidades acadêmicas, implementada a partir de 2018 e evoluindo desde então, aproximando os critérios de recebimento dos recursos pelas unidades acadêmicas da UnB aos que o MEC utiliza.

Essa mudança teve como base os seguintes princípios:

  • Autonomia da Unidade Administrativa;
  • Transparência;
  • Equidade;
  • Corresponsabilização na gestão;
  • Flexibilização;
  • Simplificação dos processos;
  • Priorização interna da utilização dos recursos;
  • Qualidade institucional.

Para essa ação, a DAI/DPO tem elaborado relatórios sobre os dados de cada unidade, promovendo a reflexão nas unidades acadêmicas sobre o tema e o acompanhamento dos insumos que compõem esses indicadores.

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) é uma avaliação aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desde 2004. Ele integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e tem como objetivo aferir o desempenho dos estudantes concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos das diretrizes curriculares, ao desenvolvimento de competências e habilidades profissionais e ao nível de atualização diante da realidade brasileira e mundial.

O Enade segue um ciclo avaliativo de três anos, no qual diferentes áreas de conhecimento são avaliadas em cada edição. Os cursos de bacharelado e licenciatura são organizados conforme a tabela de áreas do conhecimento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), enquanto os cursos superiores de tecnologia seguem os eixos do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), do Ministério da Educação (MEC).

O Ciclo Avaliativo do ENADE determina as áreas de avaliação e os cursos a elas vinculados. As áreas de conhecimento para os cursos de bacharelado e licenciatura derivam da tabela de áreas do conhecimento divulgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Já os eixos tecnológicos são baseados no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), do Ministério da Educação (MEC). Essas áreas e esses eixos estão listados abaixo:

Ano I: Cursos de bacharelado nas áreas de conhecimento de Ciências Agrárias, Ciências da Saúde e áreas afins; Cursos de bacharelado nas áreas de conhecimento de Engenharias e Arquitetura e Urbanismo; Cursos Superiores de Tecnologia nas áreas de Ambiente e Saúde, Produção Alimentícia, Recursos Naturais, Militar e Segurança.

Ano II: Cursos de bacharelado nas áreas de conhecimento de Ciências Biológicas; Ciências Exatas e da Terra; Linguística, Letras e Artes e áreas afins; Cursos de licenciatura nas áreas de conhecimento de Ciências da Saúde; Ciências Humanas; Ciências Biológicas; Ciências Exatas e da Terra; Linguística, Letras e Artes; Cursos de bacharelado nas áreas de conhecimento de Ciências Humanas e Ciências da Saúde, com cursos avaliados no âmbito das licenciaturas; Cursos Superiores de Tecnologia nas áreas de Controle e Processos Industriais, Informação e Comunicação, Infraestrutura e Produção Industrial.

Ano III: Cursos de bacharelado nas Áreas de Conhecimento Ciências Sociais Aplicadas e áreas afins; Cursos de bacharelado nas Áreas de Conhecimento Ciências Humanas e áreas afins que não tenham cursos também avaliados no âmbito das licenciaturas; Cursos Superiores de Tecnologia nas áreas de Gestão e Negócios, Apoio Escolar, Hospitalidade e Lazer, Produção Cultural e Design.

Em outubro de 2023, a Universidade de Brasília (UnB) recebeu os resultados do Enade 2022. Dos 14 cursos avaliados na instituição, 11 obtiveram nota máxima (5) e três receberam nota 4. O exame de 2020 não foi aplicado devido à pandemia de COVID-19.

A evolução da classificação dos cursos da UnB no Enade encontra-se no gráfico a seguir:  

Os resultados do Enade podem ser consultados no site do INEP.

Também disponibilizamos os Relatórios institucionais referentes à UnB dos últimos anos.

O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um indicador de qualidade de um curso específico de uma Instituição de Educação Superior (IES). Popularmente chamado de “Nota do curso”, o conceito varia dentro de uma escala de 1 a 5, sendo que 1 indica a pior qualidade e 5 a melhor qualidade. Cursos com nota 2 e inferior são considerados insatisfatórios e indicam que o curso precisa de melhorias para atender aos requisitos para o funcionamento adequado. Nota igual ou superior 3 indica que o curso atende todos os requisitos para o funcionamento e quanto mais próximo de 5, melhor a qualidade do curso.

O conceito é composto por diferentes variáveis, que traduzem resultados da avaliação de desempenho de estudantes, infraestrutura e instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente. Ressalvando que, devido a pandemia de COVID-19, não houve avaliação em 2020, na Universidade de Brasília (UnB), as notas CPC dos cursos avaliados distribuem-se segundo o gráfico a seguir: 

O CPC é construído considerando o resultado obtido pela instituição no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) do ano anterior, o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), dados referentes ao corpo docente, coletados no Censo da Educação Superior, e à infraestrutura. 

Os resultados do CPC podem ser consultados no site do INEP.

Pós-Graduação

A Avaliação Quadrienal é o principal mecanismo de avaliação da pós-graduação stricto sensu no Brasil, conduzido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), fundação vinculada ao Ministério da Educação. O processo envolve a coleta anual de informações dos programas de pós-graduação por meio da Plataforma Sucupira (Coleta CAPES) e culmina, ao final de cada ciclo de quatro anos, na consolidação dos resultados na Avaliação Quadrienal.

A análise é orientada pelas Fichas de Avaliação, Relatórios de Avaliação e Documentos de Área, que estabelecem critérios específicos para cada área do conhecimento, considerando aspectos como formação de recursos humanos, produção intelectual, impacto social e inserção nacional e internacional.

A CAPES atribui conceitos aos programas avaliados, variando conforme a modalidade:

Programas acadêmicos (Mestrado Acadêmico e Doutorado)
  • 1 e 2 — Desempenho insuficiente: resultam no descredenciamento do programa e no encerramento de suas atividades.

  • 3 — Regular: atende ao padrão mínimo de qualidade exigido para funcionamento.

  • 4 — Bom: apresenta desempenho acima do mínimo, com consolidação acadêmica.

  • 5 — Muito bom: programa bem estruturado, com resultados consistentes em formação e produção científica.

  • 6 e 7 — Excelência: concedidos exclusivamente a programas que oferecem doutorado e demonstram elevado padrão acadêmico, com forte inserção e reconhecimento internacional.

Programas profissionais (Mestrado Profissional e Doutorado Profissional)
  • 1 e 2 — Desempenho insuficiente: implicam descredenciamento do programa.

  • 3 — Regular: atende ao padrão mínimo de qualidade da modalidade.

  • 4 — Bom: apresenta resultados consistentes em formação e produção técnica ou tecnológica.

  • 5 (A) — Excelência na modalidade profissional: maior conceito possível para programas profissionais, indicando desempenho de destaque em inserção social e impacto aplicado.

Os resultados da Avaliação Quadrienal 2021 – 2025 podem ser consultados no painel: